Entao, finalmente um computador que nao esta em arabe. Esta sem acento, mas ja e alguma coisa.
Deixando de reclamar e comecando a falar bem dessa terra de "marau-vilhas" eh coisa facil. A diversidade aqui eh tanta que chega a fazer parte do senso comum da populacao. Embora tendo ouvido falar muito mal do lugar, do trafego, das condicoes de vida estou achando esta primeira semana otima.
Estou em uma acomodacao temporaria ao lado do Irish Village (uma vila tematica cheia de bares e eventos sete dias por semana).
Ainda nao encontrei internet barata e descente aqui. No Irish Village custa 15 Dhr a hora e nao tem webcam, no shopping no centro de Deira (bairro onde estou) eh o mesmo preco mas umas maquinas pre historicas.
Como amanha eh feriado vou sair em busca de um cyber cafe (coisa rara por aqui, olha o nixo de mercado pra quem se interessar).
Uma coisa interessante de se fazer aqui eh ir ao mercado. Coisas do mundo inteiro. Ate na hora de comprar laranjas voce escolhe o pais de origem. Nao vi laranjas brasileiras aqui, optei pelas Egipcias...nem tanto pelo preco mas por poder dizer que gosto de laranjas egipcias (nao estou ficando metido, soh aproveitando o tempo que estou aqui jah que a confirmacao da emissao do visto chega so semana que vem).
Cuidado com os horarios para ir ao mercado, no Carrefour ontem foram 2 horas em uma fila. Nao para pagar, mas para esperar o taxi.
Mas nada disso eh problema quando se sai de casa e se ve uma cidade em pleno desenvolvimento e busca de ascensao. Se voce ficar uma semana sem passar por um lugar, quando for novamente, pode se perder. Eh serio. Um canteiro inteiro foi florido aqui da noite para o dia.
Nao posto fotos porque o computador nao permite (give me some time), mas aos poucos vou atualizando o blog com todas as novidades daqui.
Programa de hoje:
Dormir ateh tarde
Compras no mercado
Filme no computador do colega brasileiro que acabou de chegar
Desbravar a cozinha (acabamos de descobrir que temos uma aqui)
Narguile no Irish Village
Um passeio de carro em Bur Dubai para conhecer os Burj (Al Arab e Dubai)
Namaste
sexta-feira, 28 de março de 2008
quarta-feira, 19 de março de 2008
Última Noite Em Casa
Só agora me dei conta disso.

Eu na verdade tenho um poder de auto sugestão fantástico. Não estou indo para Dubai, estou indo passar a Páscoa em São Paulo, só isso.
Minha ansiedade se limita aos dois Dramin que vou tomar amanhã antes de entrar no ônibus.
Assim é até mais fácil com as despedidas (coisa que evito com afinco).
"Ah, nem é tão longe"
"Final do ano já está aí"
"Sim, tem e-mail, msn..."
"Qualquer coisa vocês aparecem por lá"
"Vou ser assessor do Príncipe, volta e meia vou estar no Brasil"
"Vou antecipar minhas férias e ficar 15 dias aqui logo logo"
Tudo mentira. Mas e daí? Acho bem mais fácil.
Entrar em contato com a emoção é meio que...custoso pra mim.
E mais uma vez para desviar o assunto para algo "legal" uma foto da Praça do Cinquentenário aqui em Marau. Mas eu prefiro os nomes alternativos que eu criei:
Monumento à Ellus
Praça da Bibi
Praça da Pequeninha (por causa da padaria que tem na frente. Tá com baixa estima? Vai lá. Um dia contei sete elogios do momento que peguei o pão até pagar no caixa.)
terça-feira, 11 de março de 2008
Passagem na Mão
Já de passagem na mão começo a olhar com um certo saudosismo para as coisas.
Ainda não permiti que a ficha caísse. Tá lá...por um fio.
Vou deixar isso para a viagem ou para o primeiro dia lá.
Me pego muitas vezes me cobrando o compromisso de fazer amigos assim que chegar lá. Mas é a tal da coisa, vou estar num apartamento onde não pude escolher as pessoas que vou conviver (nas primeiras semanas, claro...depois procuro um apê pra mim) e que vão ser "colegas" de casa não vai haver esse compromisso de amizade por parte deles, então não posso exigir isso.
Eu tenho esta necessidade de socialização. E o mais interessante é que eu nunca fasso o primeiro contato. Fico aí, no meu canto, até na defensiva as vezes. Coisa interiorana...senão até provinciana.
Mas é o meu jeito. A vantagem disso é que quando as pessoas se aproximam, geralmente, já sabem quem sou e como sou.
Eu tenho essa grande vantagem. Quando o assunto é festa, só conheci pessoas ótimas.
Algumas coisas têm um grande significado pra mim.
Amizade é uma delas.
Antes de vir para a Terra eu escolhi a minha família, agora que estou aqui...eu escolho os meus amigos.
Vida nova agora em Dubai. Muita gente interessante pra conhecer. Muita coisa pra falar. Muita coisa pra fazer. Tudo muito. Lá é a terra do muito.
Espero poder encontrar gente bacana pra sentar num banco qualquer e conversar com o primeiro cachorro que alí chegar. Sempre fiz isso, e espero continuar fazendo.
Ainda não permiti que a ficha caísse. Tá lá...por um fio.
Vou deixar isso para a viagem ou para o primeiro dia lá.
Me pego muitas vezes me cobrando o compromisso de fazer amigos assim que chegar lá. Mas é a tal da coisa, vou estar num apartamento onde não pude escolher as pessoas que vou conviver (nas primeiras semanas, claro...depois procuro um apê pra mim) e que vão ser "colegas" de casa não vai haver esse compromisso de amizade por parte deles, então não posso exigir isso.
Eu tenho esta necessidade de socialização. E o mais interessante é que eu nunca fasso o primeiro contato. Fico aí, no meu canto, até na defensiva as vezes. Coisa interiorana...senão até provinciana.
Mas é o meu jeito. A vantagem disso é que quando as pessoas se aproximam, geralmente, já sabem quem sou e como sou.
Eu tenho essa grande vantagem. Quando o assunto é festa, só conheci pessoas ótimas.
Algumas coisas têm um grande significado pra mim.
Amizade é uma delas.
Antes de vir para a Terra eu escolhi a minha família, agora que estou aqui...eu escolho os meus amigos.
Vida nova agora em Dubai. Muita gente interessante pra conhecer. Muita coisa pra falar. Muita coisa pra fazer. Tudo muito. Lá é a terra do muito.
Espero poder encontrar gente bacana pra sentar num banco qualquer e conversar com o primeiro cachorro que alí chegar. Sempre fiz isso, e espero continuar fazendo.
sábado, 1 de março de 2008
Poder Escrever
Pode-se escrever sem ortografia
Pode-se escrever sem sintaxe
Pode-se escrever sem português
Pode-se escrever numa língua
[sem se saber essa língua
Pode-se escrever sem sintaxe
Pode-se escrever sem português
Pode-se escrever numa língua
[sem se saber essa língua
Pode-se escrever sem saber escrever
Pode-se pegar na caneta sem haver escrita
Pode-se pegar na escrita sem haver caneta
Pode-se pegar na caneta sem haver caneta
Pode-se escrever sem caneta
Pode-se pegar na caneta sem haver escrita
Pode-se pegar na escrita sem haver caneta
Pode-se pegar na caneta sem haver caneta
Pode-se escrever sem caneta
Pode-se sem caneta escrever caneta
Pode-se sem escrever escrever plume
Pode-se escrever sem escrever
Pode-se escrever sem sabermos nada
Pode-se escrever nada sem sabermos
Pode-se sem escrever escrever plume
Pode-se escrever sem escrever
Pode-se escrever sem sabermos nada
Pode-se escrever nada sem sabermos
Pode-se escrever sabermos sem nada
Pode-se escrever nada
Pode-se escrever com nada
Pode-se escrever sem nada
Pode-se escrever nada
Pode-se escrever com nada
Pode-se escrever sem nada
Pode-se não escrever
Pedro Oom
As palavras são os ruídos que emitimos quando tentamos verbalizar o que sentimos.
Em alguns este ruído chega ser um rugido.
Mas como e porquê julgar se entre o que se pensa > se fala e > se escuta tem tanta distorção?
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