terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Do Filme "Coach Carter"

Não é difícil para mim assistir um super enlatado e tirar algo de bom.
Coach Carter não tem nada de mais, e, minha sorte foi ter visto este filme num dia de inspiração. Nestes devaneios me pego pensando sobre o que é a relização, o que é o sucesso? Também sobre o que nos impede de alcançar o que queremos. Tudo bem, muitas vezes não realmente queremos. Projetamos um futuro inatingível para nos manter na desculpa de não chegar até lá. Já dizia alguém (famoso, só não lembro quem) que tememos o "Sim" pois o "Não" nós já temos. Sim é mudança, e Não, estagnação.
Segue a transcrição de uma fala do filme que merece espaço aqui:

"
Nosso medo mais profundo não é sermos incapazes. Nosso medo mais profundo é termos poder demais.
É nossa luz, não nossa escuridão que mais nos assusta.
Jogar pouco não agrada ao mundo. Não há nada de luminoso em se diminuir para que outras pessoas não se sintam inseguras à sua volta.
Fomos feitos para brilhar como as crianças. Não está só em alguns de nós, mas em todos nós.
E ao deixarmos nossa própria luz brilhar, inconscientemente permitimos que os outros façam o mesmo.
(...)
Já que nos livramos de nosso próprio medo, nossa presença automaticamente libertará os outros.
"

Por favor, não tenham medo de serem ótimos.
Deixem de ser bons. O bom, como dizia Collins, é inimigo do ÓTIMO!

Namastê

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Rifiuto con Affetto

Alguém aí tem o e-mail do prefeito?
Gostei da idéia do governo italiano de colocar lixos comunitários em Veneza.
O nome do projeto é "Rifiuto con Affetto" (rejeitado com afeto), pode soar estanho em português, mas a idéia é fantástica.
Sabe quando você está fazendo aquela limpeza em casa e encontra fones de ouvido, porta canetas, roupa que não usa mais, armação de óculos antiga, material escolar e outros etecéteras? Então, em Veneza existem estes lixos que funcionam como vitrines. As portas são transparentes e existem prateleiras internas onde qualquer pessoa pode pegar ou colocar o que quiser dentro.
Claro que não é só colocar o "lixo comunitário" à disposição e esperar que funcione de uma hora para outra, toda a população recebeu instruções de como eles funcionam. E os resultados parecem ser bem positivos.
Eu gostei.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Nostalgic Night

E tem como ficar 5 minutos com a Bortolon?
Sete horas da noite foi o "oi" e quatro da manhã o "tchau".
Conversas nostálgicas ininterruptas.
Passado nostálgico e futuro utópico. Não abro mão disso nem por uma pizza do Box de Tomate Seco Com Rúcula, e o melhor disso, da turma sou o único que gosta.
O msn vai ajudar a manter contato com essa gente que tanto amo, mas tem coisas que sei que vou sentir falta, mas como sou um amante do saudosismo...até sentir falta vai ser bom.
Ótimas memórias:

* após ter ficado até às 04 horas da manhã baixando música e conversando com a Bortolon a Rosi ligar me intimando a ir a pé até o parque de rodeios para dar uma caminhada (ela bocejou na primeira esquina, de tédio);
* fazer toda uma cena pra Candy dizendo que o dia estava estressante e tudo o que eu precisava era de um "negrinho branco" que só ela sabia fazer (e ela fazer, colocar numa caneca do Fran e pedir para a recepcionista me entregar);
* dar uma receita de bolo com as quantidades erradas para a Lorena e o bolo lambuzar todo o forno dela (e ela levar o que sobrou com uma colher para eu comer no trabalho);
* estar de pijamas no carro para uma festa do ridículo e abrindo a porta para entrar me dar conta que ela tinha acontecido no dia anterior;
* ser orador da formatura e chegar na colação atrasado, descendo pelo palco, chapéu numa mão e discurso na outra 15 segundos antes de todos entrarem;
* minha mãe abrindo a porta pra mim em um dia que esqueci a chave, de camisola, uma teta pra fora e uma cara de chapada que só ela tem logo que acorda e eu ainda falar "Mãe, tu tá com uma teta pra fora", e ela tapando com uma mão diz "Ah, deixa";
* ou ainda minha mãe dizendo "Vai no mercado comprar uma cerveja porque preciso tomar banho", e eu "O que que uma coisa tem haver com a outra", "Nesse frio, só assim pra eu tomar banho";
* sair de um aniversário com a Candy para ir no cinema em Passo Fundo, levar duas multas por excesso de velocidade para ver um filme em que dormimos depois de 10 minutos;
* Pizza de Tomates Secos Com Rúcula do Box, X do Romani, Cachorro Quente do Snoopy, Lazanha da minha mãe, Vinho Doce da Fruteira, Cascão da Xôk's com chocolate dentro;
* churras com a galera (Jarde cuidando da carne, galera jogando master e eu pagando os 10 pilas bem de início pra parecer que estou fazendo alguma coisa);
* caminhar cantando na perimetral;
* ir a pé pra casa, sempre.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

My Poem - Mais um da Candy

Receber e-mail seu.
É sempre motivo de gargalhadas.
Não é palhaço, não, meu!
Só tem umas boas sacadas.

O Ricardo é uma figura.
Criativo que só vendo.
Com ele não tem frescura.
É realmente estupendo.

Estupendo foi só para falar.
Que de palavras difíceis ele gosta.
Se não souber o que pode significar.
É capaz até de fazer uma aposta.

O que ele ama uma briga.
Não está escrito no gibi.
Mas é preciso fazer figa.
Pra tentar ganhar dessa aqui.

Ah, ah, ah... Ficou até engraçado.
Eu achar que dele ganho.
Sempre viro um ser despedaçado.
Do seu Ricardo eu só apanho.

Deve estar todo faceirinho.
Com o que acabei de escrever.
Se achando o mais fortinho.
Agora só vai querer vencer.

Mas chega de falar de luta.
Agora o assunto é cinema.
Isso me faz lembrar de multa.
Agora está paga, sem problema!

O Ricardo é todo cultural.
Também gosta de psicologia.
Não sei o que faz na Agromarau.
Que fica quase em Vila Maria.

Deveria estar em São Paulo.
Matando sua sede de saber.
Um dia quem sabe dê o estalo.
E decida ir mesmo, pra valer!

Um romance com a Mabel ele teve.
Mas era tudo de fachada.
Como a ROTINA ali se manteve.
Aquilo tudo nem deu em nada.

Álcool ele não ingere nunca.
Vê se pode uma coisa dessas.
Nem em barzinho espelunca.
Nem nas festas mais espertas.

Vou parando por aqui.
Que já cansei de escrever.
Fica o recado, então, guri.
Nunca ouse me esquecer.

Comédias Da Nossa Vida Privada

Ok, o texto não é meu, é da Candice (preciso dizer isso pois pretendo chegar com os dois olhos em Dubai). Aproveito, não é pelo fato de ser minha amiga, ela é ótima:


Numa sexta-feira qualquer, na saída do Parque de Rodeio de Marau, depois de um piquenique, algumas pessoas estão querendo voltar às suas casas. Mas encontram o portão fechado. Como cada um reagiu?

CANDICE: Senta na primeira pedra que encontra, abre uma gelada e começa a falar... Galera! Eu vi um dia no programa... Qual era o programa mesmo? Bom. Não sei. Mas era uma situação bem parecida com essa. Só que o portão era de ferro, tipo aquele que tem naquela loja lá do lado da coisa... Como que é... Aquela, irmã da outra, que tem aquele carro meio cinza... Sabem? Mas do que que eu tava falando mesmo?

RICARDO: Pára na frente de todo mundo... Une as duas mãos na frente do corpo, de um jeito que as palmas não se encostem... Só os dedos. Leva as mãos pra perto dos olhos... Um pouco em cima do nariz. Respira... E diz: Gente. Pela logística a gente teria que analisar esse portão de um ângulo alternativo e criar uma solução que nos fizesse resolver esse impasse de uma maneira digamos assim: magnífica.

ROSI: Pergunta se ainda tem cerveja e chama o Thiago pra sentar em algum cantinho. Acende um cigarro, fuma tranquila e, quando termina, se aproxima do portão na maior calma, pula, e começa a "dar pezinho" pra todo mundo.

THIAGO: Obedece a Rosi e vai pro cantinho... Mas de vez em quando dá uns gritos pra galera: - O, veiarada, vamo dá um jeito de dá uma camurfiada nesse portão senão já me inervo e amurfino ele a soco.

SABRINA BETTU: Encontra uma parte de terreno plana e reúne a galera num círculo. Primeiro introduz o assunto... Bah, olha só... Deve ter alguma explicação razoável para este portão estar fechado. Pode ser por motivo de segurança. Será que aconteceu alguma coisa grave aqui algum dia? Pois é, porque, se aconteceu, isso seria uma explicação perfeitamente razoável... Depois busca a solução: Então... Como que a gente podia fazer? Vamos nos dividir em grupos? De quantos? Cada um escreve num papel duas opções de como a gente poderia sair daqui. Ou seria melhor escrever três opções cada um?

JARDEL: Fica andando de um lado pro outro tentando acalmar a galera e pensando alto: Tá louco. Logo hoje que vai ter janta no salão de festa. Já pensou se o pessoal chega? E ainda por cima esqueci de tirar a carne do freezer. Não posso fazer isso com a galera. Consulta o i-pec, descobre que vai chover dentro de 21 minutos, mas também localiza o Agui Gaio que chega ali pra destrancar o portão. (PS.: tudo foi devidamente registrado por suas lentes).

SABRINA BORTOLON: Olha com muuuuuuuuuita preocupação pro portão. Fica com uma cara superséria e começa... Eu tinha certeza que isso ia acontecer um dia! Só comigo acontece uma coisa dessas. Deveria ter seguido o meu horóscopo da revista que dizia para evitar obstáculos hoje. Mas logo larga: Isso é deboche! Parece aquela piada do carinha que chegou na blablabla... E passa o resto da noite emendando uma piada na outra

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

One Way Road

Eu sou um amante do discurso.
A unilateralidade da escrita me incomoda. Não por eu não gostar, sou um apaixonado por letras...ou melhor, um apaixonado pelos que escrevem.
Estava agora mesmo pensando que talvez minha dificuldade de escrever provenha da minha não formulação de conceitos. Não tenho muitos deles formados. Um bom discurso me faz mudar de idéia a todo momento.
Isso não tem nada haver com falta de personalidade, até porque esta é a minha. Tenho uma opinião até que uma melhor me convença.
Minha ida para Dubai deve acontecer provavelmente semana que vem. Parei de pensar no aspecto financeiro, eu estava parecendo uma daquelas maquininhas que todo contador em que você faz a conta e tudo é impresso em uma bobina. Tudo é enrolado e no final usa-se o outro lado. Eu já estava imprimindo do lado, então chega.
Decidi baixar uns filmes nostálgicos pra passar o tempo, tem sido ótimo. Reavivei este gosto na minha última ida à Porto Alegre. Aqui vai a lista:

As Sete Caras do Dr Lao
Elvira, A Rainha das Trevas
Duelo de Titãns
A Hora do Espanto
Janela Indiscreta
Um Corpo que Cai
Drácula, de Bran Stocker
O Corvo

Também baixei alguns Audio Books. Os com interpretação, feitos pela BBC mais lembram novelas de rádio. Perfeitos pra ouvir na cama.
Era isso.
Namastê