domingo, 7 de dezembro de 2008

Paris É Uma Festa

Hemingway não precisou se esforçar muito para escrever este livro. Paris é sim uma festa.
O povo, bem, pode não ser tão bem educado como se espera. Mas para uma cidade tão linda como esta, ver gente de todos os lugares do mundo chegando, batendo fotos de tudo, e jogando uns "lixinhos no chão", talvez dê uma certa dor sim.
Cheguei lá sem reserva nenhuma, achei um hotel na frente da estação de trem.
O tour de ônibus leva aos lugares mais interessantes (claro que alguns vão ficar para a próxima ida). Mas é bom ir para um lugar e sair com esta sensação de que vale a pena voltar.
Paris não é plástica como Dubai. É histórica, monárquica, fina, elegante...perfumada.
Gostei de lá, quem puder, vá. Quem não puder...vá da mesma forma!
Não há essa necessidade de se estar fisicamente em todos os lugares do mundo, nossa mente pode nos transportar. Eu faço isso. Quando canso de Dubai, do meu apartamento, da minha vida, ou até de mim mesmo....vou lá dentro de mim e, nossa, quanta coisa eu tenho lá.
É bom, bem, eu gosto.


Namastê









quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Tô de Mau Humor

Não me lembro direito, mas li numa revista, acho que na Carta Capital, um artigo levantando a hipótese de que todo cara que tem mania de fazer aspas com os dedinhos quando faz uma ironia é um chato.
Num outro artigo, alguém escreveu que achava que jamais tinha conhecido um restaurante de boa comida com garçons vestidos de coletinho vermelho.
Joaquim Ferreira dos Santos, em 'O Globo' de domingo, fala do seu profundo preconceito com quem usa 'agregar valor'.
Eu posso jurar que toda mulher que anda permanentemente com uma garrafinha de água e fica bebendo de segundo em segundo é uma chata. São preconceitos, eu sei.
Mas cada vez mais a vida está confirmando estas conclusões.
Um outro amigo meu jura que um dos maiores indícios de babaquice é usar o paletó nos ombros, sem os braços nas mangas. Por incrível que pareça, não consegui desmentir. Pode ser coincidência, mas até agora todo cara que eu me lembro de ter visto usando o paletó colocado sobre os ombros é muito babaca.
Já que estamos nessa onda, me responda uma coisa: você conhece algum natureba radical que tenha conversa agradável? O sujeito ou sujeita que adora uma granola, só come coisas orgânicas, faz cara de nojo à simples menção da palavra 'carne', fica falando o tempo todo em vida saudável é seu ideal como companhia numa madrugada? Sei lá, não sei. Não consigo me lembrar de ninguém assim que tenha me despertado muita paixão.
Eu ando detestando certos vícios de linguagem, do tipo 'chegar junto', 'superar limites', 'focar', essas bobagens que lembram papo de concorrente a "big brother". Mais uma vez, repito: acho puro preconceito, idiossincrasia, mas essa rotulagem imediata é uma mania que a gente vai adquirindo pela vida e que pode explicar algumas antipatias gratuitas.
Tem gente de quem a gente não gosta logo de saída, sem saber direito por quê. Vai ver que transmite algum sintoma de chatice.
Tom de voz de operador de telemarketing lendo o script na tela do computador, repetindo a cada cinco palavras a expressão 'senhoooorrr' e dizendo que 'vou estar anotando' e 'vamos estar providenciando' me irrita profundamente.
Se algum dia eu matar alguém, existe imensa possibilidade de ser um flanelinha. Não posso ver um deles que o sangue me sobe à cabeça. Deus que me perdoe, me livre e me guarde, mas tenho raiva menor do assaltante do que do cara que fica na frente do meu carro fazendo gestos desesperados tentando me ajudar em alguma manobra, como se tivesse comprado a rua e tivesse todo o direito de me cobrar pela vaga.
Sei que estou ficando velho e ranzinza, mas o que se há de fazer? Não suporto especialista em motivação de pessoal que obrigue as pessoas a pagarem o mico de ficar segurando na mão do vizinho, com os olhos fechados e tentando receber 'energia positiva'.
Aliás, tenho convicção de que empresa que paga bons salários e tem uma boa e honesta política de pessoal não precisa contratar palestras de motivação para seus empregados. Eles se motivam com a grana no fim do mês e com a satisfação de trabalhar numa boa empresa.
Que me perdoem todos os palestrantes que estão ficando ricos percorrendo o país, mas eu acho que esse negócio de trocar fluidos me lembra putaria.
E, para terminar: existe qualquer esperança de encontrar vida inteligente numa criatura que se despede mandando 'um beijo no coração'?

Autor Desconhecido

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Absurdos

Coisas de crianças inocentes:

"Se aquele prédio é tão importante, por que o patrimônio histórico foi lá 'tombar' ele?"

"Profe, se o lixo tóxico é tão perigoso, por que não queimam ele?"

"No verão todo mundo já usa camisinha. Tem que fazer no inverno pra todo mundo usar embaixo dos blusões."

"Se Jesus nasceu no Natal e morreu na Páscoa...como ele pode ter 33 anos e não 4 meses?"

"Por que a gente calça a bota e bota a calça e não calça a calça e bota a bota?"

"Por que Unissex e não Bissex?"

"Quando Don Pedo I gritou 'independência ou morte', quem estava com ele sabia do que se tratava?"

"Como que Pero Vaz de Caminha entregou a carta dele ao rei, pessoalmente?"

Eu muito tudo isso.
Viva la vida.
Morte aos nossos inimigos, chega de encomodação.
E pra contrastar,

Namastê

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Catarse

Como é incrível tudo isso.
A evolução da consciência sempre vai me fascinar.
Vocês já pararam pra pensar como é interessante analisar os pontos de vista das pessoas? Principalmente em relacionamento. As vezes cad um vê as coisas de uma maneira tão oposta. Passei por essa crise hoje.
Existe uma interferência entre o que sentimos e o que demonstramos. Quando não estabelecemos uma comunicação verbal completa a respeito dos nossos sentimentos, que muitas vezes nem nós mesmos entendemos, e deixamos que nosso corpo se manifeste, ou nossas atitudes, nossa, quanta coisa é interpretada de maneira errada.
A melhor saída sempre vai ser fugir da paranóia. Colocar os pingos nos is. Mas aprendi que não se pode ser agressivo neste momento, porque sempre vamos ter culpa de alguma coisa.

Esta semana fui para Viena, passei um dia lá. Foi muito bom sair da tensão de Dubai e finalmente colocar os pés na Europa. Eu estava um completo retardado lá. Ha mais de 30 horas sem dormir, caminhando horrores pela cidade, por sorte bem acompanhado, me deixei tomar pelo sentimento de liberdade que estava sentindo. Ar fresco, nada de barulho, muita cultura, boa companhia. Como é pouco o que queremos. Pouco no sentido de não ser complicado, porque esse pouco pra mim é muito.

Eu tenho o desenho da pessoa que eu quero ser. Ou um leve esboço. Mas pra chegar lá leva tempo, ok, mais disposição que tempo. Mas estou disposto a todo o sofrimento momentâneo que isso traz em função de tudo de bom que o futuro reserva, para o meu novo eu. Que na verdade não tem nada de novo. Nós somos nós e pronto. O que pretendo mudar é a minha maneira de interagir com o mundo. Colocar um pouco mais para fora o que já está dentro. Não é isso a terapia? Nos livrar de dramas para voltarmos a sermos nós mesmos?

Viena pra mim é Freud.
Freud pra mim é Jung.
Jung pra mim é terapia.
Terapia pra mim é Viviane.
Viviane pra mim é Porto Alegre.
Porto Alegre pra mim é o Gás.
O Gás pra mim é a Piro.
A Piro pra mim é amizade.
Amizade pra mim é família.
Família para mim, são os meus amigos.

Namastê

domingo, 28 de setembro de 2008

Disciplina

Tá aí coisa que não tenho.
Mas sempre pensei que tivesse. Então como alguém perde a disciplina?
Eu me dei conta que não tinha nada de disciplinado quando a vida começou a ficar mais calma. Tenho problemas com a continuidade das coisas. Sou ótimo em dar idéias, iniciar projetos mirabolantes...agora ter o filho e criar, ah não. Uma coisa de cada vez...eu dou a idéia e você limpa as fraldas.
Isso foi claro durante a minha monografia de faculdade. Tema fantástico, metodologia perfeita...agora EU ter que escrever a respeito, ah que saco. Aí me utilizo da pressão. Procrastino, procrastino até o último minuto. Então inicio o processo de criação forçada, que sempre funciona comigo, tudo no último minuto em uma produção de horas incessantes. O único problema é com os detalhes. Mas quem se importa? A banca claro, que por causa de umas fontes "diferentes" que usei no trabalho não me garantiu a nota máxima.
E o tema?
E o desenvolvimento da idéia?
E as 11 propostas de melhoria?
Pouco importa quando a fonte não é padrão.
Esse é o nosso mundo de aparências. Você apresenta um trabalho para uma banda que não entende nada do que você está falando. Não consegue chegar ao teu nível de pensamento, aí onde eles vão se mostrar os donos do julgamento? Na escolha da fonte do teu trabalho.
Então gente, Arial, Times, tamanho 12 e só.
Não joguem pérolas aos porcos. Sejam inteligentes com quem também é, senão...passamos todos por retardados.

Namastê

domingo, 31 de agosto de 2008

Quartinho Escuro

Sabe como eu imagino a vida?

Como um quadro...não como um quarto escuro. Um quarto cheio de cacarecos, mas completamente escuro. Cada um de nós tem uma lanterna, e escolhe onde focar. É muito fácil de, comodamente, manter o foco em um único canto ou objeto do quarto. Uma mudança de perspectiva traz não só uma nova visão das coisas mas todo um novo universo. Quando chega alguém, que se junta a nós, usamos a sua luz também. Resultado? Um campo de visão mais amplo. É isso que está acontecendo comigo agora. Dei uma ampliada no foco, saí do cantinho e estou contemplando uma parede inteira agora. Tem muita coisa nova, muita coisa nova e boa.

Junta aí!
Mas me empresta a tua lanterna...

Namastê

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Manhe, quando que é amanhã?

Foi numa dessas manhãs sem nada para se fazer que, aos cinco anos de idade, elaborei minha primeira questão filosófica. Lembro que estava sentado no degrau da porta de entrada de uma vizinha quando me ocorreu “quando que é amanhã?”. Eu estava fazendo planos para o dia seguinte e pensei “amanhã vou fazer tal coisa”, mas peraí, “quando que é amanhã?”. Na minha cabeça “amanhã” era o nome e não a referência ao dia seguinte. Depois de horas elaborando, tentando decifrar esse que para mim era o maior de todos os enigmas comecei a perguntar para todos os que eu encontrava “quando que é amanhã?”, “o quê, você ta loco menino? Amanhã é amanhã!”. Não lembro ao certo quando entendi o conceito, mas esta estranha pergunta me fez iniciar essa grande viagem dentro de mim e quando estou escrevendo, por mais que pareça que perdi a linha de raciocínio, isso só acontece porque minha cabeça funciona muito mais rápido do que digito. Algumas coisas que penso esqueço de escrever e outras coisas que escrevo esqueço de pensar.
Outra coisa que lembro é o dia em que meu irmão me “mostrou” que a Terra era redonda. Na minha mente ela era uma concha flutuante a atmosfera fazia a outra meia-lua. E assim eram os meus desenhos da Terra, iguais aquelas bolinhas de vidro com uma paisagem qualquer cheias de água. Então em uma bolinha de ping-pong e uma caneta ele me mostrou que, naquele momento, estávamos de cabeça para baixo. Por que!!! Aí eu tentava desafiar o próprio Newton tentando pular alto para “cair fora do planeta”.
Uma coisa que não vejo a hora de fazer é comprar um desses supertelefones com internet, Word e tudo mais para poder registrar esses “eventos” cotidianos. Meu avô me deu de presente quando completei 18 anos um caderno para eu registrar essas coisas, mas nunca fui muito disciplinado. Vários anos eu iniciava um diário e ele durava dois ou três meses e já ia para um canto qualquer. A idéia do blog me pareceu mais interessante (não que aqui haja disciplina), mas ao invés de relatar o meu levantar-e-dormir, prefiro colocar algumas coisas que acho interessantes e, na falta de quem conversar às vezes, tenho a impressão que estou falando isso para alguém, é bom.
Já é hora de cumprir o meu papel de fazer a diferença de alguma forma. Madre Tereza dizia que o mundo já tinha pessoas fazendo as coisas grandes e que era hora de as outras se preocuparem com as pequenas.
Acho bom isso, que tal começarmos alguma coisa...amanhã?

Namastê

sábado, 9 de agosto de 2008

The Sheltering Sky


Então, conversando com a Claudia aqui no Lulu e lembrei deste filme do Bernardo Bertolucci.
O filme é de 1990, não lembro muito do que acontece exceto duas coisas:
Uma cena em que a protagonista corre a noite no deserto e todo o ambiente está banhado por uma luz azul;
Um texto fantástico lido ao final do filme.
Tenho este texto anotado no meu "caderno de filmes" em casa, então fazendo uma busca no google descobri que este texto tem até autor (ok, que texto que não tem), Paul Bowles, aqui vai ele:

“Por não sabermos quando morremos achamos que a vida é inacabável. Mas algumas coisas acontecem de vez em quando. Poucas, aliás. Quantas vezes vai se lembrar de uma certa tarde na infância, uma tarde que faz parte de você tanto que não imagina sua vida sem ela. Mais 4 ou 5 vezes. Talvez nem isso. Mais quantas vezes vai ver a lua cheia? Umas vinte, talvez. Ainda assim, tudo parece limitado”.

Dá pra pensar né?

Namastê

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Coisas Que Amo Fazer

Na terapia sempre ouvia a Viviane me pedindo para fazer aquela lista. Coisas que gosto de um lado e coisas que não gosto do outro. Nunca consegui fazer. Na época eu tinha muito medo que a lista de coisas que não gostava de fazer fosse muito maior, e talvez até fosse.
Num desses dias de tédio esperando um avião chegar, resolvi fazer a lista. Claro que existem muitas coisas que não gosto, mas elas não vieram em mente. A lista está boa, e olha que só parei de escrever porque o papel acabou.

Ler Escrituras
Cantar Hinos
Ir a Igreja
Estudar Física Quântica
Ouvir música (as minhas)
Dançar
Assistir bons filmes
Comprar livros
Ler livros
Banho demorado
Dormir com cobertor
Minha família
Piadas da minha mãe
Carinho dos meus amigos
Andar de carro com a Sabrina
Ir para a balada com a Sabrina
Ir para a balada com a Greycy
O jeito “Hilário Vanz”da Renata
Bolo da Ana Paula
Rir com a Bortolon
Morar perto do Icaro
Ir na Lori
Jantar na Candy
Fazer programas inusitados com a Rosi
Ouvir música com o Felipe
Falar de música com o Juliano
Cantar com a Cláudia
Desbravar Dubai com a Suzana
Debater história com o Fábio
Rir com a Paola
Rir com a Carol
Sopa de capeleti (da minha mãe) sábado ao meio dia
Churrasco (do meu pai) domingo ao meio dia
Prozear com o Jardel
Salvar o mundo das cáries com a Isa
Comer X do Romani
Comer Pizza do Box (tomate seco com rúcula, sempre)
Olhar as estrelas
Andar na chuva
Comer pinhão
Rir
Chorar
Almoço de família
Natal
Ano Novo
Apple Macintosh
iPod
Fotografia
Incenso
Perfume
Mensagens de texto
Internet, Coca Cola e Toblerone
Parque de Rodeios
Gazômetro
Redenção
Parcão
Andradas
Paulista
Augusta
Ir ao cinema sozinho
Ir ao cinema acompanhado
Filme melancólico
Videoteca do Jardel
Dormir de conchinha
Risada da Marina
Conversar no MSN com a Fabi
Dançar no quarto com a Paty
Esquenta com a Gê
Comer laranja
Fazer molho de macarrão
Mandar meus textos pra Candice (ela me entende)
Shawarma, homus e tabule
Ritalina
Suco de limão com hortelã
Ser fotografado
Sair a noite com a Piro
Voltar da noite, de dia, com a Piro
Ver vídeos engraçados com a Piro
Renata dançando chula
Ócio criativo com o Icaro
Travesseiro de pena
As Horas
Decorar falas de filmes
Cinema em preto e branco
Minoxidil, Finasterida, Capsaicina e Plantaren
Estudar Kabbalah
Ler as monografias da AMORC
Dar aula
Fazer milhares de coisas ao mesmo tempo
Ter milhares de projetos
Conhecer gente interessante
Ocidente
Ouvir o Giovanni cantar
Viajar de ônibus
Dormir em ônibus
Organizar eventos
Gritar “u-huuuuu” com a Karine
Fazer yoga antes de dormir
Balneário Gavioli no domingo a tarde
Agatha Christie
Ver pessoas chegarem atrasadas (é engraçado como elas correm com cara de estressadas...)
Espirrar alto
Fazer listas

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Nova Dubai

Uau!

Nova Dubai. Voce deve estar pensando em um lugar altamente sofisticado, moderno, luxuoso, lindissimo e tudo de bom.

Pois e (perdoem-me novamente a falta de acentos), estou morando na Nova Dubai. Mas pode quebrar todos estes conceitos que voce acabou de formar sobre o lugar. Ele e novo, mas novo...entao coloque ai muita areia, predios em construcao, ruas em construcao, calcadas em construcao...na verdade Dubai e a maior cidade "em construcao" do mundo.

Para usar a internet eu preciso pegar um onibus e vir ate o mercado mais proximo.

Estava falando com minha familia a pouco pelo msn (sim, a Dona Leda usa o msn pra falar comigo) mas a conexao nao parava de cair. Tambem, para um mercado que chama Lulu, o que mais pode se esperar?

Mas a batata frita daqui e otima, e o ketchup tambem.

Ops, falando em delicia...esta na hora de voltar para casa, o onibus esta chegando. Como hoje nao quero usar o Shamil (taxista clandestino que atua na regiao) vou de free bus mesmo.

Trabalhar para a Emirates e muito fino. Voce pode usar um free bus para ir ate o mercado.

Mas nao e porque eles morrem de amores por nos nao, e porque se nao tivesse esse onibus teriamos que levar uma vida de Jonas (o profeta aquele que comia gafanhotos no deserto).


Namaste

domingo, 20 de julho de 2008

Vida Internacional

Mal cheguei em "Do Bay" e ja me viciei nessa historia de morar fora do pais.
Nao que eu tenha morrido de amores pela cidade. Dubai eh (desculpem a falta de acentos do meu teclado) um paraiso de plastico. Construcoes maravilhosas, lugares incriveis para visitar, restaurantes incriveis. Mas ate de ficar olhando uma hora se fica cansado.

Tudo bem que agora eh verao e todos os "locais" esta na Europa passando frio. Aguentar 52 graus na cabeca eh so para quem esta aqui a trabalho mesmo. Ai para atrair turistas, o governo criou o Summer Surprises. Eles trazem algumas atracoes ridiculas para quem ficou aqui se divertir.

O jeito eh passar as tardes nos imensos espacos indoor por aqui.
O paraiso das compras.
Tudo isso em pleno deserto. Eh pelo menos de se admirar.

E pra quem quiser um pouco de cultura, a solucao eh internet mesmo porque a televisao local, nossa, os programas mais lembram A Praca E Nossa e Novela Mexicana.

God Save The Queen

Essa eh a vista do apartamento novo. Como dah pra ver, tem muita areia ainda por aqui.
Namaste

quarta-feira, 11 de junho de 2008

International Day

Entao (ja com o sotaque da Paola), domingo foi o Dia Internacional aqui no Irish Village. Foi um dia Oriente Medio, na verdade. Mas muito interessante. Cada pais com um estande expondo artesanato, comidas tipicas e danca. Nem precisa dizer que era tudo de graca.
O estande mais animado, tchanam! o Iraque, que pessoal fantastico. Muito "dancantes", digamos.

No Iraque dancei horrores
Nos Emirados ganheri um Burj Al Arab
Em Barhain tomei cha
No Yemen fiz de conta de tomei cafe
E na India nao fiz nada, soh fiquei olhando

Tudo isso na frente de casa.

Agora Vitamina C e trampo pq ontem esfriou. Imaginem, pleno incio de verao e 28C. Nao e mole nao.

Namaste

sábado, 7 de junho de 2008

Imagens


Sheikh Zayed

Madinat Theater

Irish Village (minha casa)

Imagem

Tudo muito bonitinho.
Um conservadorismo extremo durante o dia pra tudo poder acontecer durante a noite.
Sou da opiniao que uma vida decente eh algo muito positivo. Respeito muitos estilos de vida que tem por ai. Acredito que o mais importante seja se dar conta da forma como se vive. Depois eh com cada um.
Quer fazer jejum uma vez por mes? Beleza, up to you.
Quer fazer jejum durante o Ramada? Vai la. Agora, ser obrigado por lei a nao comer e beber durante o dia? Que tipo de sacrificio eh este? Muito conveniente dizer que se vive um principio quando todo mundo eh obrigado a fazer a mesma coisa.

Tsc, tsc, tsc!

Aqui pra nao ficar feio, nao tem prostituta, tem massagista.
Depois eh o orkut que ofende.
Vai entender...

Namaste

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Eh sopa!

"Eh sopa!" no Brasil eh uma expressao utilizada para definir algo que eh facil (o acento aqui continua nao funcionando...e os comandos estao em arabe...vamos ver se consigo postar isso)
Supostamente, tomar uma sopa deve ser algo facil. Beleza...ela sempre vem dentro de um prato ou coisa parecida...pega-se a colher maior, que jah esta do lado de fora. Barbada.
Barbada uma ova!!! E quando a sopa de cogumelo vem dentro de um prato em forma de cogumelo e tem uma crosta em cima que voce nao sabe se eh dura ou mole?
Entao, chegou aquele abajur e colocaram na minha frente...Ok, pensei...eh soh esperar comerem e depois repetir o que os outros fazem...a menos que...bem...voce ouca algo do tipo:

- Guests first, please.
- Sure?
- I'm...ahm...I don't know how to eat it (sussurrando obvio)

Enfim...se isso acontecer com voce...pega a colher...enfia tudo pra baixo (delicadamente, por favor), mistura com a sopa e toma.
Algumas coisas em restaurantes finos deveriam vir com uma bula. Ou para sofisticar, podia ter uma animacao no cardapio mostrando como que se come...coisa meio "Pretty Woman" eu sei, mas acontece...fazer o que.
A melhor parte eh que nao precisei pagar...na verdade...o dinheiro que eu tinha dava para pagar a bebida e a sobremesa.

Dubai, full of surprises!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Your bording pass, please?

Nada mais frustrante para um artista do que nao ser reconhecido.
Estava eu, cumprindo meu dever de verificar todos os cartoes de embarque dos passageiros quando a ultima passageira, tendo as malas sendo carregadas por um seguranca chega."Pobre deportada", logo pensei. Chegando no portao, com um sorriso ja estatico recito uma das poucas frases em ingles que uso por aqui: "Your bording pass, please?", "Oh!?", ela responde. "That's OK. She is a V.I.P!" Alguem grita para mim. Tudo bem, entra ai entao moca. Mas quem e a desconhecida? Algum talento local? Nao...era a Thalya.
Enfim, nao sou nem um pouco chegado no trabalho dela.
Situacoes que acontecem.
Coisas que acontecem em Dubai.
Dubai, cidade engracada essa.


Dubai, terra onde e mais facil achar um poco de petroleo do que um taxi parar na rua.
Num lugar onde a agua mineral e mais barata que a gasolina nao e de estranhar que as passarelas tenham ar condicionado e elevador.

Respondendo

Quirorick disse...
mande notícias! E se passar perto de
Madrid, dá uma paradinha para visitar seu
amigo! =D

E ai meu amigo.
Vou te visitar sim...mas um mes ou dois o "shift" se torna fixo e vou ter mais dias de folga na semana. Pode me esperar!

Patricia disse...
Ricaaaaaaaa
que sardade.....se cuida para naum se
perder ai....rsrsrs
qdo der uma folguinha venha para poa
para fazermos uma festinha...rsrs!
E as festas ai???

bjoooooooooooooooo
se cuida!

Patricia querida, tu e um doce mesmo.
O porto daqui nao e tao alegre quanto o teu. Nada de muitas festas por enquanto, apenas em doses homeopaticas, nao encontrei a "galera" ainda...mas tudo e questao de tempo.
Me manda um e-mail com o teu endereco.
Abracao

sexta-feira, 28 de março de 2008

Dubai-vilha

Entao, finalmente um computador que nao esta em arabe. Esta sem acento, mas ja e alguma coisa.
Deixando de reclamar e comecando a falar bem dessa terra de "marau-vilhas" eh coisa facil. A diversidade aqui eh tanta que chega a fazer parte do senso comum da populacao. Embora tendo ouvido falar muito mal do lugar, do trafego, das condicoes de vida estou achando esta primeira semana otima.
Estou em uma acomodacao temporaria ao lado do Irish Village (uma vila tematica cheia de bares e eventos sete dias por semana).
Ainda nao encontrei internet barata e descente aqui. No Irish Village custa 15 Dhr a hora e nao tem webcam, no shopping no centro de Deira (bairro onde estou) eh o mesmo preco mas umas maquinas pre historicas.
Como amanha eh feriado vou sair em busca de um cyber cafe (coisa rara por aqui, olha o nixo de mercado pra quem se interessar).
Uma coisa interessante de se fazer aqui eh ir ao mercado. Coisas do mundo inteiro. Ate na hora de comprar laranjas voce escolhe o pais de origem. Nao vi laranjas brasileiras aqui, optei pelas Egipcias...nem tanto pelo preco mas por poder dizer que gosto de laranjas egipcias (nao estou ficando metido, soh aproveitando o tempo que estou aqui jah que a confirmacao da emissao do visto chega so semana que vem).
Cuidado com os horarios para ir ao mercado, no Carrefour ontem foram 2 horas em uma fila. Nao para pagar, mas para esperar o taxi.
Mas nada disso eh problema quando se sai de casa e se ve uma cidade em pleno desenvolvimento e busca de ascensao. Se voce ficar uma semana sem passar por um lugar, quando for novamente, pode se perder. Eh serio. Um canteiro inteiro foi florido aqui da noite para o dia.
Nao posto fotos porque o computador nao permite (give me some time), mas aos poucos vou atualizando o blog com todas as novidades daqui.
Programa de hoje:
Dormir ateh tarde
Compras no mercado
Filme no computador do colega brasileiro que acabou de chegar
Desbravar a cozinha (acabamos de descobrir que temos uma aqui)
Narguile no Irish Village
Um passeio de carro em Bur Dubai para conhecer os Burj (Al Arab e Dubai)

Namaste

quarta-feira, 19 de março de 2008

Última Noite Em Casa

Só agora me dei conta disso.
Eu na verdade tenho um poder de auto sugestão fantástico. Não estou indo para Dubai, estou indo passar a Páscoa em São Paulo, só isso.
Minha ansiedade se limita aos dois Dramin que vou tomar amanhã antes de entrar no ônibus.
Assim é até mais fácil com as despedidas (coisa que evito com afinco).

"Ah, nem é tão longe"

"Final do ano já está aí"

"Sim, tem e-mail, msn..."

"Qualquer coisa vocês aparecem por lá"

"Vou ser assessor do Príncipe, volta e meia vou estar no Brasil"

"Vou antecipar minhas férias e ficar 15 dias aqui logo logo"

Tudo mentira. Mas e daí? Acho bem mais fácil.
Entrar em contato com a emoção é meio que...custoso pra mim.
E mais uma vez para desviar o assunto para algo "legal" uma foto da Praça do Cinquentenário aqui em Marau. Mas eu prefiro os nomes alternativos que eu criei:


Monumento à Ellus
Praça da Bibi
Praça da Pequeninha (por causa da padaria que tem na frente. Tá com baixa estima? Vai lá. Um dia contei sete elogios do momento que peguei o pão até pagar no caixa.)

terça-feira, 11 de março de 2008

Passagem na Mão

Já de passagem na mão começo a olhar com um certo saudosismo para as coisas.

Ainda não permiti que a ficha caísse. Tá lá...por um fio.
Vou deixar isso para a viagem ou para o primeiro dia lá.

Me pego muitas vezes me cobrando o compromisso de fazer amigos assim que chegar lá. Mas é a tal da coisa, vou estar num apartamento onde não pude escolher as pessoas que vou conviver (nas primeiras semanas, claro...depois procuro um apê pra mim) e que vão ser "colegas" de casa não vai haver esse compromisso de amizade por parte deles, então não posso exigir isso.

Eu tenho esta necessidade de socialização. E o mais interessante é que eu nunca fasso o primeiro contato. Fico aí, no meu canto, até na defensiva as vezes. Coisa interiorana...senão até provinciana.

Mas é o meu jeito. A vantagem disso é que quando as pessoas se aproximam, geralmente, já sabem quem sou e como sou.

Eu tenho essa grande vantagem. Quando o assunto é festa, só conheci pessoas ótimas.

Algumas coisas têm um grande significado pra mim.
Amizade é uma delas.

Antes de vir para a Terra eu escolhi a minha família, agora que estou aqui...eu escolho os meus amigos.

Vida nova agora em Dubai. Muita gente interessante pra conhecer. Muita coisa pra falar. Muita coisa pra fazer. Tudo muito. Lá é a terra do muito.

Espero poder encontrar gente bacana pra sentar num banco qualquer e conversar com o primeiro cachorro que alí chegar. Sempre fiz isso, e espero continuar fazendo.



sábado, 1 de março de 2008

Poder Escrever

Pode-se escrever sem ortografia
Pode-se escrever sem sintaxe
Pode-se escrever sem português
Pode-se escrever numa língua
[sem se saber essa língua

Pode-se escrever sem saber escrever
Pode-se pegar na caneta sem haver escrita
Pode-se pegar na escrita sem haver caneta
Pode-se pegar na caneta sem haver caneta
Pode-se escrever sem c
aneta
Pode-se sem caneta escrever caneta
Pode-se sem escrever escrever plume
Pode-se escrever sem escrever
Pode-se escrever sem sabermos nada
Pode-se escrever nada sem sabermos

Pode-se escrever sabermos sem nada
Pode-se escrever nada
Pode-se escrever
com nada
Pode-se escrever sem nada


Pode-se não escrever

Pedro Oom

As palavras são os ruídos que emitimos quando tentamos verbalizar o que sentimos.
Em alguns este ruído chega ser um rugido.
Mas como e porquê julgar se entre o que se pensa > se fala e > se escuta tem tanta distorção?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Do Filme "Coach Carter"

Não é difícil para mim assistir um super enlatado e tirar algo de bom.
Coach Carter não tem nada de mais, e, minha sorte foi ter visto este filme num dia de inspiração. Nestes devaneios me pego pensando sobre o que é a relização, o que é o sucesso? Também sobre o que nos impede de alcançar o que queremos. Tudo bem, muitas vezes não realmente queremos. Projetamos um futuro inatingível para nos manter na desculpa de não chegar até lá. Já dizia alguém (famoso, só não lembro quem) que tememos o "Sim" pois o "Não" nós já temos. Sim é mudança, e Não, estagnação.
Segue a transcrição de uma fala do filme que merece espaço aqui:

"
Nosso medo mais profundo não é sermos incapazes. Nosso medo mais profundo é termos poder demais.
É nossa luz, não nossa escuridão que mais nos assusta.
Jogar pouco não agrada ao mundo. Não há nada de luminoso em se diminuir para que outras pessoas não se sintam inseguras à sua volta.
Fomos feitos para brilhar como as crianças. Não está só em alguns de nós, mas em todos nós.
E ao deixarmos nossa própria luz brilhar, inconscientemente permitimos que os outros façam o mesmo.
(...)
Já que nos livramos de nosso próprio medo, nossa presença automaticamente libertará os outros.
"

Por favor, não tenham medo de serem ótimos.
Deixem de ser bons. O bom, como dizia Collins, é inimigo do ÓTIMO!

Namastê

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Rifiuto con Affetto

Alguém aí tem o e-mail do prefeito?
Gostei da idéia do governo italiano de colocar lixos comunitários em Veneza.
O nome do projeto é "Rifiuto con Affetto" (rejeitado com afeto), pode soar estanho em português, mas a idéia é fantástica.
Sabe quando você está fazendo aquela limpeza em casa e encontra fones de ouvido, porta canetas, roupa que não usa mais, armação de óculos antiga, material escolar e outros etecéteras? Então, em Veneza existem estes lixos que funcionam como vitrines. As portas são transparentes e existem prateleiras internas onde qualquer pessoa pode pegar ou colocar o que quiser dentro.
Claro que não é só colocar o "lixo comunitário" à disposição e esperar que funcione de uma hora para outra, toda a população recebeu instruções de como eles funcionam. E os resultados parecem ser bem positivos.
Eu gostei.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Nostalgic Night

E tem como ficar 5 minutos com a Bortolon?
Sete horas da noite foi o "oi" e quatro da manhã o "tchau".
Conversas nostálgicas ininterruptas.
Passado nostálgico e futuro utópico. Não abro mão disso nem por uma pizza do Box de Tomate Seco Com Rúcula, e o melhor disso, da turma sou o único que gosta.
O msn vai ajudar a manter contato com essa gente que tanto amo, mas tem coisas que sei que vou sentir falta, mas como sou um amante do saudosismo...até sentir falta vai ser bom.
Ótimas memórias:

* após ter ficado até às 04 horas da manhã baixando música e conversando com a Bortolon a Rosi ligar me intimando a ir a pé até o parque de rodeios para dar uma caminhada (ela bocejou na primeira esquina, de tédio);
* fazer toda uma cena pra Candy dizendo que o dia estava estressante e tudo o que eu precisava era de um "negrinho branco" que só ela sabia fazer (e ela fazer, colocar numa caneca do Fran e pedir para a recepcionista me entregar);
* dar uma receita de bolo com as quantidades erradas para a Lorena e o bolo lambuzar todo o forno dela (e ela levar o que sobrou com uma colher para eu comer no trabalho);
* estar de pijamas no carro para uma festa do ridículo e abrindo a porta para entrar me dar conta que ela tinha acontecido no dia anterior;
* ser orador da formatura e chegar na colação atrasado, descendo pelo palco, chapéu numa mão e discurso na outra 15 segundos antes de todos entrarem;
* minha mãe abrindo a porta pra mim em um dia que esqueci a chave, de camisola, uma teta pra fora e uma cara de chapada que só ela tem logo que acorda e eu ainda falar "Mãe, tu tá com uma teta pra fora", e ela tapando com uma mão diz "Ah, deixa";
* ou ainda minha mãe dizendo "Vai no mercado comprar uma cerveja porque preciso tomar banho", e eu "O que que uma coisa tem haver com a outra", "Nesse frio, só assim pra eu tomar banho";
* sair de um aniversário com a Candy para ir no cinema em Passo Fundo, levar duas multas por excesso de velocidade para ver um filme em que dormimos depois de 10 minutos;
* Pizza de Tomates Secos Com Rúcula do Box, X do Romani, Cachorro Quente do Snoopy, Lazanha da minha mãe, Vinho Doce da Fruteira, Cascão da Xôk's com chocolate dentro;
* churras com a galera (Jarde cuidando da carne, galera jogando master e eu pagando os 10 pilas bem de início pra parecer que estou fazendo alguma coisa);
* caminhar cantando na perimetral;
* ir a pé pra casa, sempre.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

My Poem - Mais um da Candy

Receber e-mail seu.
É sempre motivo de gargalhadas.
Não é palhaço, não, meu!
Só tem umas boas sacadas.

O Ricardo é uma figura.
Criativo que só vendo.
Com ele não tem frescura.
É realmente estupendo.

Estupendo foi só para falar.
Que de palavras difíceis ele gosta.
Se não souber o que pode significar.
É capaz até de fazer uma aposta.

O que ele ama uma briga.
Não está escrito no gibi.
Mas é preciso fazer figa.
Pra tentar ganhar dessa aqui.

Ah, ah, ah... Ficou até engraçado.
Eu achar que dele ganho.
Sempre viro um ser despedaçado.
Do seu Ricardo eu só apanho.

Deve estar todo faceirinho.
Com o que acabei de escrever.
Se achando o mais fortinho.
Agora só vai querer vencer.

Mas chega de falar de luta.
Agora o assunto é cinema.
Isso me faz lembrar de multa.
Agora está paga, sem problema!

O Ricardo é todo cultural.
Também gosta de psicologia.
Não sei o que faz na Agromarau.
Que fica quase em Vila Maria.

Deveria estar em São Paulo.
Matando sua sede de saber.
Um dia quem sabe dê o estalo.
E decida ir mesmo, pra valer!

Um romance com a Mabel ele teve.
Mas era tudo de fachada.
Como a ROTINA ali se manteve.
Aquilo tudo nem deu em nada.

Álcool ele não ingere nunca.
Vê se pode uma coisa dessas.
Nem em barzinho espelunca.
Nem nas festas mais espertas.

Vou parando por aqui.
Que já cansei de escrever.
Fica o recado, então, guri.
Nunca ouse me esquecer.

Comédias Da Nossa Vida Privada

Ok, o texto não é meu, é da Candice (preciso dizer isso pois pretendo chegar com os dois olhos em Dubai). Aproveito, não é pelo fato de ser minha amiga, ela é ótima:


Numa sexta-feira qualquer, na saída do Parque de Rodeio de Marau, depois de um piquenique, algumas pessoas estão querendo voltar às suas casas. Mas encontram o portão fechado. Como cada um reagiu?

CANDICE: Senta na primeira pedra que encontra, abre uma gelada e começa a falar... Galera! Eu vi um dia no programa... Qual era o programa mesmo? Bom. Não sei. Mas era uma situação bem parecida com essa. Só que o portão era de ferro, tipo aquele que tem naquela loja lá do lado da coisa... Como que é... Aquela, irmã da outra, que tem aquele carro meio cinza... Sabem? Mas do que que eu tava falando mesmo?

RICARDO: Pára na frente de todo mundo... Une as duas mãos na frente do corpo, de um jeito que as palmas não se encostem... Só os dedos. Leva as mãos pra perto dos olhos... Um pouco em cima do nariz. Respira... E diz: Gente. Pela logística a gente teria que analisar esse portão de um ângulo alternativo e criar uma solução que nos fizesse resolver esse impasse de uma maneira digamos assim: magnífica.

ROSI: Pergunta se ainda tem cerveja e chama o Thiago pra sentar em algum cantinho. Acende um cigarro, fuma tranquila e, quando termina, se aproxima do portão na maior calma, pula, e começa a "dar pezinho" pra todo mundo.

THIAGO: Obedece a Rosi e vai pro cantinho... Mas de vez em quando dá uns gritos pra galera: - O, veiarada, vamo dá um jeito de dá uma camurfiada nesse portão senão já me inervo e amurfino ele a soco.

SABRINA BETTU: Encontra uma parte de terreno plana e reúne a galera num círculo. Primeiro introduz o assunto... Bah, olha só... Deve ter alguma explicação razoável para este portão estar fechado. Pode ser por motivo de segurança. Será que aconteceu alguma coisa grave aqui algum dia? Pois é, porque, se aconteceu, isso seria uma explicação perfeitamente razoável... Depois busca a solução: Então... Como que a gente podia fazer? Vamos nos dividir em grupos? De quantos? Cada um escreve num papel duas opções de como a gente poderia sair daqui. Ou seria melhor escrever três opções cada um?

JARDEL: Fica andando de um lado pro outro tentando acalmar a galera e pensando alto: Tá louco. Logo hoje que vai ter janta no salão de festa. Já pensou se o pessoal chega? E ainda por cima esqueci de tirar a carne do freezer. Não posso fazer isso com a galera. Consulta o i-pec, descobre que vai chover dentro de 21 minutos, mas também localiza o Agui Gaio que chega ali pra destrancar o portão. (PS.: tudo foi devidamente registrado por suas lentes).

SABRINA BORTOLON: Olha com muuuuuuuuuita preocupação pro portão. Fica com uma cara superséria e começa... Eu tinha certeza que isso ia acontecer um dia! Só comigo acontece uma coisa dessas. Deveria ter seguido o meu horóscopo da revista que dizia para evitar obstáculos hoje. Mas logo larga: Isso é deboche! Parece aquela piada do carinha que chegou na blablabla... E passa o resto da noite emendando uma piada na outra

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

One Way Road

Eu sou um amante do discurso.
A unilateralidade da escrita me incomoda. Não por eu não gostar, sou um apaixonado por letras...ou melhor, um apaixonado pelos que escrevem.
Estava agora mesmo pensando que talvez minha dificuldade de escrever provenha da minha não formulação de conceitos. Não tenho muitos deles formados. Um bom discurso me faz mudar de idéia a todo momento.
Isso não tem nada haver com falta de personalidade, até porque esta é a minha. Tenho uma opinião até que uma melhor me convença.
Minha ida para Dubai deve acontecer provavelmente semana que vem. Parei de pensar no aspecto financeiro, eu estava parecendo uma daquelas maquininhas que todo contador em que você faz a conta e tudo é impresso em uma bobina. Tudo é enrolado e no final usa-se o outro lado. Eu já estava imprimindo do lado, então chega.
Decidi baixar uns filmes nostálgicos pra passar o tempo, tem sido ótimo. Reavivei este gosto na minha última ida à Porto Alegre. Aqui vai a lista:

As Sete Caras do Dr Lao
Elvira, A Rainha das Trevas
Duelo de Titãns
A Hora do Espanto
Janela Indiscreta
Um Corpo que Cai
Drácula, de Bran Stocker
O Corvo

Também baixei alguns Audio Books. Os com interpretação, feitos pela BBC mais lembram novelas de rádio. Perfeitos pra ouvir na cama.
Era isso.
Namastê

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

MSN

Eu acho muito engraçado certas frases de MSN.
Sei lá, acho que tem gente que pensa que vai ser a próxima capa da CARAS. Só pode.
Abaixo relaciono a mensagem e a minha leitura delas:

FÉRIAS... daqui a uma semana, o mar!!!!!!!!!(tenho grana, vou pra praia)

limpando a piscina (eu tenho uma piscina)

Em Sampa com o benhe!!!
Em Floripa com o benhe!!!
Em Porto Alegre com o benhe!!!
(tenho grana, viajo, sou linda e tenho namorado, morram de inveja)

Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia... Quero poder ter as oportunidades que não tive... (sou inteligente, sensível, afff)

tomandu banhu!!!!! (esse faz sexo virtual)

O que um telefonema pode fazer...(estou disponível, falem comigo)

Eu sei que tu tá off-line (ai, sou poderosa)

E daí que eu estou generalizando, se assim não fosse, que graça teria?

domingo, 27 de janeiro de 2008

Push The Limits

Sabe aqueles dias que você queria sair correndo de você mesmo?
Queria ter um zíper no meio do meu peito e lá de dentro eu pudesse sair. Sair de mim pra ser eu mesmo. Como pode ser isso possível?

Basic Instincts, Social Life
Paradoxes side by side.
Don’t submit to stupid rules
Be yourself and not a fool
Don’t accept average habits
Open your heart
And push the limits

Sou assim, muito intenso.
Que ótimo isso tudo.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Let It Be

Aos poucos estou aprendendo a ver as coisas como elas realmente são.

Mas não que eu faça muita questão disso, dentro da minha cabeça, muitas vezes, as coisas são muito mais interessantes.

Não vejo problema em fantasiar a vida, criar universos paralelos, mundos de idealizações, realidades utópicas...acho isso interessante, e no meu caso, necessário.

Achar gente que pensa assim é um pouco complicado e tenho a mania de achar que é fácil dividir tudo isso.

Me apego fácil com quem me identifico. Identificar a intensidade da reciprocidade é fácil, querer ver isso é outra história.