terça-feira, 19 de agosto de 2008

Manhe, quando que é amanhã?

Foi numa dessas manhãs sem nada para se fazer que, aos cinco anos de idade, elaborei minha primeira questão filosófica. Lembro que estava sentado no degrau da porta de entrada de uma vizinha quando me ocorreu “quando que é amanhã?”. Eu estava fazendo planos para o dia seguinte e pensei “amanhã vou fazer tal coisa”, mas peraí, “quando que é amanhã?”. Na minha cabeça “amanhã” era o nome e não a referência ao dia seguinte. Depois de horas elaborando, tentando decifrar esse que para mim era o maior de todos os enigmas comecei a perguntar para todos os que eu encontrava “quando que é amanhã?”, “o quê, você ta loco menino? Amanhã é amanhã!”. Não lembro ao certo quando entendi o conceito, mas esta estranha pergunta me fez iniciar essa grande viagem dentro de mim e quando estou escrevendo, por mais que pareça que perdi a linha de raciocínio, isso só acontece porque minha cabeça funciona muito mais rápido do que digito. Algumas coisas que penso esqueço de escrever e outras coisas que escrevo esqueço de pensar.
Outra coisa que lembro é o dia em que meu irmão me “mostrou” que a Terra era redonda. Na minha mente ela era uma concha flutuante a atmosfera fazia a outra meia-lua. E assim eram os meus desenhos da Terra, iguais aquelas bolinhas de vidro com uma paisagem qualquer cheias de água. Então em uma bolinha de ping-pong e uma caneta ele me mostrou que, naquele momento, estávamos de cabeça para baixo. Por que!!! Aí eu tentava desafiar o próprio Newton tentando pular alto para “cair fora do planeta”.
Uma coisa que não vejo a hora de fazer é comprar um desses supertelefones com internet, Word e tudo mais para poder registrar esses “eventos” cotidianos. Meu avô me deu de presente quando completei 18 anos um caderno para eu registrar essas coisas, mas nunca fui muito disciplinado. Vários anos eu iniciava um diário e ele durava dois ou três meses e já ia para um canto qualquer. A idéia do blog me pareceu mais interessante (não que aqui haja disciplina), mas ao invés de relatar o meu levantar-e-dormir, prefiro colocar algumas coisas que acho interessantes e, na falta de quem conversar às vezes, tenho a impressão que estou falando isso para alguém, é bom.
Já é hora de cumprir o meu papel de fazer a diferença de alguma forma. Madre Tereza dizia que o mundo já tinha pessoas fazendo as coisas grandes e que era hora de as outras se preocuparem com as pequenas.
Acho bom isso, que tal começarmos alguma coisa...amanhã?

Namastê

2 comentários:

Anônimo disse...

Desde pequeno entào tu já é malouco! Vamos começar algo sim, pode ser agora mesmo! Beijos, Karine

Ricardo Col De Bella disse...

Tenho louquice e não loucura e isso desde pequeno, com certeza.
Lembro de um diálogo com um amigo:

- Rica, tu é fora né?
- Sou. Ainda bem, né?
- ...é!