terça-feira, 14 de outubro de 2008

Catarse

Como é incrível tudo isso.
A evolução da consciência sempre vai me fascinar.
Vocês já pararam pra pensar como é interessante analisar os pontos de vista das pessoas? Principalmente em relacionamento. As vezes cad um vê as coisas de uma maneira tão oposta. Passei por essa crise hoje.
Existe uma interferência entre o que sentimos e o que demonstramos. Quando não estabelecemos uma comunicação verbal completa a respeito dos nossos sentimentos, que muitas vezes nem nós mesmos entendemos, e deixamos que nosso corpo se manifeste, ou nossas atitudes, nossa, quanta coisa é interpretada de maneira errada.
A melhor saída sempre vai ser fugir da paranóia. Colocar os pingos nos is. Mas aprendi que não se pode ser agressivo neste momento, porque sempre vamos ter culpa de alguma coisa.

Esta semana fui para Viena, passei um dia lá. Foi muito bom sair da tensão de Dubai e finalmente colocar os pés na Europa. Eu estava um completo retardado lá. Ha mais de 30 horas sem dormir, caminhando horrores pela cidade, por sorte bem acompanhado, me deixei tomar pelo sentimento de liberdade que estava sentindo. Ar fresco, nada de barulho, muita cultura, boa companhia. Como é pouco o que queremos. Pouco no sentido de não ser complicado, porque esse pouco pra mim é muito.

Eu tenho o desenho da pessoa que eu quero ser. Ou um leve esboço. Mas pra chegar lá leva tempo, ok, mais disposição que tempo. Mas estou disposto a todo o sofrimento momentâneo que isso traz em função de tudo de bom que o futuro reserva, para o meu novo eu. Que na verdade não tem nada de novo. Nós somos nós e pronto. O que pretendo mudar é a minha maneira de interagir com o mundo. Colocar um pouco mais para fora o que já está dentro. Não é isso a terapia? Nos livrar de dramas para voltarmos a sermos nós mesmos?

Viena pra mim é Freud.
Freud pra mim é Jung.
Jung pra mim é terapia.
Terapia pra mim é Viviane.
Viviane pra mim é Porto Alegre.
Porto Alegre pra mim é o Gás.
O Gás pra mim é a Piro.
A Piro pra mim é amizade.
Amizade pra mim é família.
Família para mim, são os meus amigos.

Namastê

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